DJ é nomeado para comandar orçamento de R$ 40 milhões do Inmetro

Fonte: Correio Braziliense
Publicado por: Vicente Nunes
Em: 26/06/2018 - 15:15


Boa parte do governo não consegue entender como o presidente do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), Carlos Augusto Azevedo, consegue se manter no cargo. Condenado em segunda instância por improbidade, ele nomeou para tocar a milionária área de compras do Inmetro o DJ Robson Rabitt (foto), que, ao que se sabe, não tem a menor intimidade com o assunto. Esse caso remete ao jovem de 19 anos que o PTB do deputado Jovair Arantes indicou para tocar a área de logística do Ministério do Trabalho. Felizmente, o jovem foi demitido.

O DJ Robson, como ele se apresenta em sua página no Facebook, se mostra mais forte do que nunca. Maneja, diretamente, um orçamento de R$ 40 milhões e um indireto, de R$ 400 milhões. Curiosamente, o DJ foi nomeado em um momento em que o Inmetro está com os cofres cheios, ao contrário de vários órgãos do governo. Conseguiu economizar R$ 49 milhões em despesas e faturou R$ 89 milhões.

Quem conhece Azevedo garante que muita da sua força política vem da proximidade com o emedebista Washington Reis, prefeito de Duque de Caxias. Não por acaso, o Inmetro doou um terreno que tinha na cidade para a prefeitura. A ligação do Inmetro com o MDB de Duque de Caxias vem de longe. O ex-presidente do órgão Luís Fernando Panelli César foi secretário de Fazenda e Planejamento do município.

O que chama a atenção é que, mesmo com tantas coisas estranhas ocorrendo no Inmetro, nada acontece no órgão. O Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic) não consegue dar as diretrizes do Inmetro, mesmo o órgão estão sob seu controle. O ex-ministro Marcos Pereira fracassou na tentativa de mudar o comando do Inmetro e o atual titular do Mdic, Marcos Jorge, está de mãos atadas.

Para os funcionários do Inmetro, o governo precisa agir rápido a fim de evitar o pior. Eles chamam a atenção para o projeto encabeçado por Azevedo com o objetivo de aumentar em 60% o número de funcionários terceirizados na área administrativa. Dizem que seria uma forma de acomodar cabos eleitorais do prefeito Washington Reis.